Publicado por: miraph | 11 abril, 2009

O atual Jornalista não é mais um Inspetor Bugiganga!

3A contemporaneidade do jornalismo se alimenta das tecnologias para produção dos conteúdos digitais. É a era dos dispositivos modernos: pen drives, notebooks cada vez menores, celulares com mil e uma funções, câmeras e gravadores digitais e a internet que chegou ao contexto do uso sem fio.

Se exige muito mais do repórter – é necessário conhecer, além das técnicas de jornalismo, as novidades do mercado tecnológico. Em verdade, a miniaturização dos equipamentos permite ao repórter ter todos os recursos de produção (busca de informações, entrevistas, edições, publicações) na palma da mão, por exemplo.

O repórter pode trabalhar a distância, pois a internet possibilita o upload dos conteúdos produzidos para TV, rádio, publicações on line ou impressas. O tempo para a publicação do conteúdo é o tempo real, e as rotinas jornalísticas se concentram no repórter que terá possibilidade de produzir muito mais: a pauta, a foto, a busca de informações indo até a publicação.

O jornalismo atual se adapta a “multimidialidade”. A forma de produção da notícia se modifica com a complexidade dos meios e esbarra na pluralidade dos formatos jornalísticos.

Ricardo Machado, estudante de jornalismo da Unisinos, considera que para a prática jornalística são indispensáveis uma câmera digital, o velho lápis e papel. “Uma vez tendo essas ferramentas, é possível ir para um local onde haja rede de internet (lan house, biblioteca, casa, trabalho, etc.) e possibilitar à “notícia” a potencialidade de tornar-se mundialmente conhecida” diz ele.

Mesmo mantendo o bloco de notas para os rabiscos e o velho lápis, como mencionou Ricardo, o Jornalista atual precisou adaptar-se a uma nova realidade. Isso se comprova nos currículos das universidades que inseriram disciplinas com programação voltada para multimídia, audiovisual e novas tecnologias para comunicação. Na Unisinos, a disciplina de Audiovisual e tecnologias faz com que o aluno vivencie na prática cada ferramenta tecnológica – desde softwares aos diversos dispositivos como câmeras, celulares.

Além do talento e da competência para desempenhar a função de repórter, o jornalismo exige dos profissionais conhecimentos em softwares de edição de imagens, áudio e articulações de postagens e publicações online.  Em tempos de web 2.0, e da velocidade de informação, interatividade colaborativa há uma inversão de valores para a notícia. O que antes seria um grande furo de reportagem, e talvez manchete de capa impressa, hoje quando lançada na rede se transforma na notícia velha de minutos atrás.

Para o professor de Jornalismo Juan Domingues, as lembranças de como eram as produções de reportagens são curiosas, e nos servem como parâmetros para avaliar esta evolução tecnológica: “Naquela época, nem tanto tempo atrás, nós tínhamos que adaptar as tomadas dos hotéis para poder plugar os computadores que não tinham os designers compactados de hoje em dia. As máquinas eram grandes e não existiam as câmeras digitais ainda. O banheiro do hotel era transformado em estúdio para revelação das imagens e proibíamos a camareira de entrar para fazer a arrumação”, diz.

 

 

 

 


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